domingo, 19 de outubro de 2008

Varicela

Na sexta-feira de manhã quando comecei a despir a Leonor notei umas pequenas borbulhas nas costas mas pensei que fosse apenas uma picada de insecto. Resultado: quando a fui buscar à tarde já estava ela toda pintalgada de borbulhas, principalmente na cara e nas costas. Assim que se viu neste estado passa o tempo inteiro a pedir para lhe pôrmos pomada - ela adora estas coisas de pomadas, remédios e afins, tem queda para enfermeira. Aguardo com esperança que a minha minúscula não apanhe também!

Minúscula

A minúscula está a crescer a olhos vistos. Na passada quinta-feira já estava com 2440gr. É engraçado que nunca me tinha imaginado a cuidar de um bebé tão pequeno, já achava a Leonor pequenina com 2640, quanto mais com 1420 (peso mínimo que teve a Lúcia). Mas a natureza molda-nos e acaba por nos preparar para tudo e como sou uma pessoa que gosta de ver o lado positivo das coisas, penso que apesar de tudo foi um privilégio ela ter nascido assim pois estou a aproveitar ao máximo ter um bebé pequenino nos meus braços, pois ela será certamente o meu último filho. Quando olho para ela faz-me lembrar o irmão na maioria dos traços, mas com um ar ternurento e fofo mais característico das meninas.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

In love

Sei que pode parecer ridículo, mas estou cada vez mais "in love" pelos meus filhos. A cada dia que passa fazem coisas novas e surpreendentes e, apesar de algumas birras e contratempos pelo caminho, sinto que são encantadores e que estão a ficar bem formados. O L. está a ficar um homenzinho, quer tomar conta das irmãs e até mudou a forma como fala com elas. Agora joga futebol e é super competitivo, anda na natação mas não gosta de água na cara. A L adora a piscina, sempre que passamos à porta quer ir para lá, dar um "magulho" como ela diz. A "minúscula" já está mais crescida, mas continua come e dorme. O pai, que gosta muito de inventar alcunhas, chama-lhe "olharapa", pois quando está acordada abre muito os olhos, a irmã passou a chamar-lhe "carapa".
Para além de eu estar "in love" pelos os meus filhos, eles também estão "in love" entre eles, principalmente os mais velhos em relação à bebé ao ponto de disputarem quem vai pôr a fralda no lixo...Querem estar sempre com ela ao colo, e o meu filho dá-me inclusivé conselhos de como hei-de tratar da irmã. Adoram ficar a olhar para ela a dormir e ela quando está acordada retribui a atenção olhando para eles de olhos esbugalhados.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Um mês...e mais uns dias

Já passou mais de um mês que a minha embutida está cá fora, mas confesso que foi um mês muito atribulado. Só no passado dia 2 teve alta para vir para casa e tinha 1860gr. No dia seguinte fomos ao pediatra e ele disse que estava óptima de saúde apenas que tinha baixo peso mas que isso não era problema. Hoje fui pesá-la ao Centro de Saúde and guess what? engordou 300gr numa semana o que é realmente muito bom para ela, isto só com o leitinho da mamã. Espero que assim continue. Os irmãos andam deliciados com ela e pedem imesas vezes para a terem ao colo, os ciúmes têm sido demonstrados de outra forma, principalmente pela mais pequena (uns xixis pelas pernas abaixo, acorda mais durante a noite...) nada de preocupante. O mais velhos está fascinado pelo facto de ser o "irmão mais velho" e já perguntou por diversas vezes se podia mandar nelas...LOL Têm acontecido imensas coisas dignas de registo mas com o passar do tempo esqueci-me da maior parte (ainda tenho um relato de parto por terminar e outro por fazer) mas tentarei a partir de agora ser mais regular.

sábado, 13 de setembro de 2008

Nasceu!

A última ideia que tinha tido aqui era relatar o nascimento da L. e depois o seu aniversário. Foi impossível fazê-lo pois com os dois de férias em casa e com o teclado de um dos portáteis completamente destruído pela L. fiquei "desarmada". Além de tudo isto na passada semana mais concretamente no dia 2 fui ao Hospital porque estava com febre e com contracções, resultado: fiquei internada por causa de uma infecção e os médicos resolveram que era mais seguro fazer a L. nascer. No dia 4 às 15:00 fui levada para o bloco de partos da Cuf Descobertas e começaram a preparar-me para o seu nascimento: às 15:30 levei a anestesia geral e às 15:43 nascia a L. com 1590gr e 42,5cm. Muito pequenina foi de imediato para a incubadora onde a ajudaram a respirar e onde a puseram com oxigénio. Eu fiquei de rastos tanto física como psicologicamente por não ter a minha bebé comigo e por ela ter nascido assim tão pequena. Passado uma semana e dois dias o panorama é o seguinte:

A L: continua internada pois tem de ganhar peso (perdeu bastante nos primeiros dias e chegou a atingir as 1420gr), mais concretamente chegar aos 1750gr para puder ter alta. Hoje pesava 1520, engordou 40gr de ontem para hoje e parece estar no bom caminho. Já não está na incubadora e já mama na maminha da mamã, cada vez melhor...

Os irmãos: Para os irmãos foi bastante estranho o seu nascimento, primeiro porque foi completamente inesperado e eles não estavam ainda preparados pois eu não falava muito nisso para não criar ansiedade desnecessária, e segundo por causa dela ter ficado na incubadora eles não a viam muito bem e ela não lhes parecia muito real. Hoje o L. pegou-lhe, ficou babadissímo e não quis sair mais do pé dela: quis ver o banho, a mamada...estar bem perto como nunca tinha estado antes. A grande questão dele é quando é que ela pode vir para casa (confesso que é a dele e a dos pais também). Tentei pô-la ao colo da L. mas ela recusou, acho que se assustou com o facto da irmã ser tão pequena mas gostou muito de a ver a tomar banho e ao colo da mamã, ria-se que nem uma doidinha de contente que estava.

A mamã: andou um bocado abananada nos primeiros dias derivado ao efeito da anestesia geral e às dores provocadas pela cesariana. No dia da alta estava cansadissíma mas desde que estou em casa já não recorri mais aos analgésicos e já me movimento bastante bem. O sentimento quando cheguei a casa foi de vazio e desatei num pranto enorme, é estranho voltar a casa e o nosso bebé ficar no hospital. Entretanto já me habituei à ideia e tenho aproveitado bem os momentos que passo com ela lá, claro que a ansiedade de a trazer para casa continua a ser muita.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Dois anos

Lembro-me do dia de há dois anos como se fosse hoje, todos os pormenores e imagens. O dia 14 de Agosto de 2006 foi passado com contracções ligeiras mas frequentes até que perto da 00:00 começaram a ser mais regulares mas suportáveis. Pensei que estava na altura de me preparar para ir para o Hospital de Santa Maria. O pai já estava a dormir mas decidi não o acordar pois tinha muita coisa que fazer: pôr a mala à porta, fazer o clister (não queria fazê-lo no hospital), depilação, banho. Após isto tudo as dores continuavam suportáveis e decidi dormir mais um bocadinho. Às 2:30 as contracções eram fortes e de 10 em 10 minutos, chamei o pai, preparei a roupa do meu filhote, liguei à minha mãe para lhe dizer que o ia deixar lá. Ás 3:00 estavam a caminho de Lisboa e meia hora depois estávamos no hospital. Quando lá chegámos procedimento normal: CTG e depois o médico fez-me o toque. Disse-me que estava muito atrasado e perguntou-me quanto tempo tinha levado a chegar ali. Como tinha demorado meia hora numa hora sem trânsito ele considerou que talvez fosse arriscado mandar-me para casa e ordenou o internamento. Fui para o piso dos partos para descansar e fazer a dilatação, tinha dois dedos nessa altura. A enfermeira que me acompanhou neste tempo foi muito atenciosa e ia frequentemente ver como estava, a minha pergunta na altura era "quando posso levar a epidural?". Ela disse que teria de aguardar até ter 3 cms, as contracções eram bastante dolorosas já e estavam com intervalos de 10 minutos, mas entre elas eu conseguia fechar os olhos e dormitar. Quando voltavam era horrível e eu não sabia como proceder pois nunca fiz aulas de preparação para o parto. A enfermeira com muita paciência lá me explicou como se fazia e a verdade é que realmente consegui suportar melhor as dores., sempre que ela me vinha ver eu pergunta "já tenho 3 cms? já posso levar?" às 6 da manhã finalmente estava com os ansiados 3 cms e às 7 tinha os dois médicos anestesistas junto a mim para me porem o catéter colocarem a tão maravilhosa epidural. A partir daqui foi tudo rápido e indolor. Em menos de duas horas tinha a dilatação completa e estava com o pai junto a mim para irmos para a sala de partos. Lembro-me que entrámos e que a parteira disse que ia ser rápido, pediu para me concentrar e fazer força, fiz uma vez mas como não tinha muita sensibilidade não sabia se estava a fazer como deve de ser. Ela pediu-me: "faça força como se estivesse a fazer cocó", muito estranho mesmo. Mas lá fiz o máximo que consegui e a minha princesa nasceu. O pai estava pálido a olhar para tudo aquilo e a enfermeira pediu que se sentasse pois receava que desmaiasse. Puseram-na em cima de mim para eu a ver e levaram-na para tratarem dela. Entretanto comecei a ser cosida, sempre muito bem disposta, inclusive a dizer que estaria novamente ali em breve para ter o terceiro. Demorou mais tempo esta parte do que o nascimento em si, a parteira foi espectacular, sempre a falar e muito simpática. Quando terminaram fiquei na maca e trouxeram a minha menina para perto de mim para eu tentar dar-lhe de mamar. Assim que lhe pûs o peito na boca começou logo a mamar como se já soubesse perfeitamente aquilo que estava a fazer. (...continua)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Fadinha dos dentes - Parte II

Ontem caiu outro dente ao L. A seguir ao banho estava ele a lavar os dentes quando começa a deitar espuma com sangue. Pedi-lhe que deixasse ver e o dente tinha desaparecido, procurámos por todo o lado e nada, conclusão: foi parar ao estômago. Claro que a preocupação imediata dele foi saber se a fada viria na mesma. Lá lhe expliquei que não havia problema e que ela viria. O resultado foi verdadeiramente engraçado pois o L passou quase toda a noite acordado à espera da fadinha para a ver! Claro que adormeceu no meio de tanto cansaço mas achou muito estranho não a ter visto, expliquei-lhe que elas só aparecem quando os meninos estão a dormir. Quando acordou, depois de muito o chamar, lá ficou todo contente por ela lhe ter trazido a tão esperada nota.