sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Conversa de m...

Nô, às dez da noite na casa de banho: Mãe quero sopa! Fui lá ter com ela e percebi: estava a tentar fazer cocó.(Agora é como aqueles filmes que voltam atrás no tempo e contam a história)
Há uma semana apanhou um susto enorme porque tentava fazer e não saía, então doía-lhe horrores. O pai foi buscá-la à escola levou-a para a ama e puseram-lhe um Bebegel, mas mesmo assim passou uma tarde cheia de dores. Há noite quando cheguei a casa expliquei-lhe que isso só lhe tinha acontecido porque ela à noite não comi sopa e estava sempre a dizer que não gostava de coisas verdes (déjà vu porque passei o mesmo com o irmão há uns anos e desde essa altura que nunca mais recusou sopa, vegetais, fruta, aliás ficou fã). Desde aí que ela tem comido umas colheres e outro dia até dizia que agora já adora ervilhas, mesmo assim ainda pode aumentar um bocadinho a quantidade. Eu não obrigo, apenas explico as consequências de não comer sopa. Felizmente o episódio da noite não passou de um pequeno susto para ela e acabei por não ter de lhe levar sopa à pia.

A Fase!

E eis que ela apareceu, de um momento para o outro, de rompante, sem dar pré-aviso. Aliás tudo parecia estar a correr muito bem, sem indícios...Antes de ontem a Leonor foi para o quarto brincar e a irmã foi atrás dela. Passado uns minutos começo a ouvir um choro e fui ver o que se passava: a Lúcia do lado de fora da porta do quarto a chorar. Abri e perguntei à Leonor o que se passava: não quero ela aqui, ela não sabe brincar e destrói as camas dos meus bebés. Pedi-lhe que tivésse paciência e que ensinasse a irmã a brincar também que ela era pequena, resposta pronta: ela não aprende nada comigo nunca! Optei por a levar para outro sítio e por começar a lidar com a situação aos poucos. Estranhei porque de facto elas até andavam a brincar bastante bem juntas, mas já sabia que mais dia menos dia isto iria acontecer. Vou elaborar uma estratégia para lidar com isto, até porque elas vão mesmo ficar no mesmo quarto! Para melhor compreender e lidar com a fase fui comprar o livro "Compreender as relações entre imrãos" do Método Brazelton.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Aprendendo a diplomacia

O Lucas, o não diplomata lá de casa, chegou à sala pegou no comando e mudou o Barney que a Leonor estava a ver no Jim Jam, para ver se já tinha começado o Sporting. Seguiram-se uns berros e um choro. O pai foi acalmar e explicou que o jogo era só às 21:00 que até lá eram as irmãs que ficavam com a televisão. Quando terminou o Barney a Leonor foi a correr dizer ao irmão que já podia ficar com a tv. Quando o Lucas chegou olhou para o relógio e viu que ainda faltavam 5 minutos para as 21:00 disse: podes ainda ver mais um bocadinho, olha aqui este que é tão giro. Ela dizia que não queria ver mais nada e ele insistia em não utilizar os minutos que pertencia à irmã. Eu elogiei os dois por estarem a aprender a diplomacia e a partilha...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O caracol da cidade

Ontem andava a navegar pelo telemóvel e descobri uma história que tinha escrito no telemóvel já há uns meses.

Era uma vez uma menina chamada Leonor. A Leonor vivia no campo e gostava muito de animais. Um dia chegou a casa e disse ao pai que gostava de ter um caracol. Pediu-lhe para ir com ela procurar um. Lá foram eles e trouxeram para casa um lindo caracol com uns corninhos muito compridos e brilhantes. A menina pediu à mãe folhas de alface, água e uma tigela. Misturou tudo e colocou lá dentro o caracol. No dia seguinte quis levar o caracol para a escola, levou-o com ela para o carro mas a mãe disse-lhe que era proíbido os caracóis entrarem na escols. Então a Leonor pediu ao caracol para esperar por ela dentro do carro e ele ali ficou. Um dia ia a mãe da menina a caminho do trabalhon quando sentiu uma coisa molhada na sua mão. Olhou: era o caracol! O pobrezito cansado de ficar preso e esquecido no carro, orquestrara um plano de fuga. A mãe da menina trabalhava no meio da cidade e estava a levar o caracol para o meio da barafundo, onde deixaria ela o pobre bichinho? Lembrou-se que no caminho passaria por um parque muito grande e verde e soltou lá o caracol para que ele pudesse passear-se pela erva verde e fresca da cidade, tornando-se assim o caracol da cidade!

História verídica

Parabéns ao Mundo dos Ls!

Há 2 anos que iniciei este blog. Para quem nunca conseguiu escrever um diário regularmente durante mais de um mês, parece-me uma grande proeza. Acho que o consegui por dois factores: 1º Não foi bem um diário e chegou a ter interrupções consideráveis; 2º e mais importante, a motivação pela qual escrevo: deixar um testemunho aos meus filhos de quando eles eram pequenos, da minha visão sobre eles. Finalmente, ao final de quase 30 anos, descobri a minha verdadeira força motriz: os meus filhotes! Fico com pena de não ter começado mais cedo, pois o tempo e a má memória levaram algumas pérolas do Lucas e da Leonor, mas como se diz "mais vale tarde do que nunca". Agora resta-me esperar e com dias com mais paciência, outros com menos vir registar os progressos, aventuras dos meus Ls.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Maleitas da gravidez

E eu a pensar que quanto mais prática melhor seria? A verdade é que acho que nunca me senti tão mal numa gravidez, nem durante tanto tempo. Ele são enjoos 24 horas por dia, uma sonolência que às vezes parece que vou cair para o lado, um calor e a tensão baixa conjugados que parece que vou desmaiar...Tenho fome mas depois como e fico mal disposta, não como e ainda fico pior...Fora tudo isto o meu humor anda completamente negro, e não, não é daquele humor negro que até tem piada, é mesmo rabuja ao máximo, mal encarada, tenho dias que acho que não consigo ouvir nem ver ninguém...
Estou na contagem descrescente para as 12 semanas, altura a partir da qual espero que tudo melhore. Um solzinho também ajudava: Vá lá S. Pedro, colabora aqui com a grávida!

Independência

Uma diferença soberba que tenho notado de filho para filho é a questão da independência. Lembro-me que o Lucas era um bebé muito chorão, sempre a querer colo, começou a gatinhar aos 5 meses e andava sempre de volta das minhas pernas. Não brincava com nada, melhor, brincava mas não com as coisas dele só com as minhas. Ainda hoje com 6 anos gosta que o ajudem a vestir, que o ajudem na casa de banho etc. As coisas melhoraram com a Leonor. Desde pequena que sempre gostou de brincar ou com o irmão ou sozinha, solicitava a nossa presença amiúde, e ainda hoje vê-se que é mais independente – gosta de se vestir sozinha, de brincar sozinha com a irmã, acho que se pudesse já tomava também banho sozinha. A Lúcia consegue ser ainda mais independente: chega a casa vai para o seu quarto e durante mais de meia hora nem se ouve, e quando ouve é porque a irmã a está a chatear. Gosta de se sentar na mesinha a brincar, de andar com os bebés de um lado para o outro…só costuma vir ter comigo para pedir comida. A este ritmo evolutivo nem sei como será o bebé, acho que aos 6 meses irá mudar a fralda a si próprio (LOL). A única dúvida que me resta é se isto é uma questão evolutiva se é uma questão de diferenças rapazes versus raparigas. Irei descobrir!