A Leonor andou a semana inteira a falar no dia do pai. Qua já tinha feito um presente, que o pai tinha de ir lá à escola...o Lucas queria ficar em casa nesse dia. Tinha medo que os outros pais fossem e que o dele não aparecesse. Expliquei-lhe que na primária os pais já não vão à escola nesse dia. O pai começou por refilar imenso: que não tinha tempo para estas coisas, que tinha de trabalhar, que não era animador infantil, que não fazia a mínima ideia do que ia lá fazer...Sugeri que levasse umas bolas de esponja e que pedisse para ir com eles ao recreio. Quando acabou ligou-me: que tinha sido um sucesso, que os miúdos todos adoraram, que só queriam brincar com ele e com as bolas. A Leonor ficou eufórica e felicissíma. O pai também. Ela deu-lhe a prenda logo naquele dia: um embrulho cheio de corações, um lindo postal e uma base de secretária com um desenho feito por ela.
O pai ainda tentou animar mais as coisas e ia levá-los à Kidzania (adoram e não falam noutra coisa) mas como chegou já perto das 17:00 não o deixaram entrar. Então andaram pelo Dolce Vita Tejo e o dia do pai, transformou-se em dia dos filhos com uma boneca para cada uma e um presente do Phineas e Ferb para o Lucas.
No dia efetivo do pai, o Lucas acordou antes das 8:00 e quis logo dar o seu presente: um porta-chaves com um desenho feito por ele e com um "C". O postal também era muito alusivo à relação dos dois: era o desenho dele e do pai a jogarem ténis! :)