quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Das dores de barriga - Continuação
Não melhorou, antes pelo contrário, está mais queixoso e come cada vez menos. Dei Ben-U-ron, fiz massagens, dei desparasitante, Aero-Om, chás, água das pedras, clistér...mas não passa. Acordou várias vezes durante a noite a queixar-se. Levei-o para a ama com os irmãos mais novos, dormiu...quando liguei não quis falar comigo, só gemia. Tornei a ligar, estava pior. Agora o pai vai com ele novamente ao Hospital. Confesso que fico um bocado assustada com a falta de sintomas: só tem dores e calor. E isso pode significar um sem fim de coisas. Não vou dizer mais para não atrair.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Das dores de barriga
Desde ontem de manhã que o Lucas se começou a queixar que lhe doía a barriga. Achei que era fita para não ir à escola e por isso levei-o. Passou a manhã na casa de banho e quando foi almoçar a casa continuava a queixar-se de dores. Voltou à escola e quando o pai o foi buscar estava pior. Aos gritos que lhe doía muito e que queria ir ao hospital. Quando cheguei fomos os 4 (com a Nô) para a Cuf. Lá chegados continuava "Ai que me dói, ai que me dói...". Não tinha febre, não teve diarreia, não teve vómitos. Depois da triagem avisaram-nos que estava demorado, então levei-o à cafetaria para beber um chá. Quando voltamos continuava a queixar-se e só queria estar deitado. Deitou-se numa marquesa e fiz-lhe umas massagens na barriga. Passado um bocado chamaram-nos e ele todo bem disposto só a dizer piadas à médica, que lhe tinha doído mas que agora já tinha passado...Eu com cara de parva a olhar para ele. A médica disse que estava com uma grande acumulação de gás e que devia ter sido alguma coisa que tinha comido e que seria provável ter diarreia nos dias seguintes. Adormeceu no caminho de casa. Quando acordou a mesma história "ai, ai, ai...ai, ai, ai!". Tinha fome.
Hoje não foi para a escola, foi para a ama e passado um tempo liga-me ela a dizer que estava outra vez a queixar-se. Tinha comido chá e tostas e tomado o comprimido de Aero-Om. Estou à espera da evolução da coisa.
Hoje não foi para a escola, foi para a ama e passado um tempo liga-me ela a dizer que estava outra vez a queixar-se. Tinha comido chá e tostas e tomado o comprimido de Aero-Om. Estou à espera da evolução da coisa.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Da Kidzania
Sábado: chuva e frio. Ainda tentámos ir ao Palácio da Pena mas revelou-se um pouco desagradável. Decidimos ir experimentar a Kidzania. Á primeira vista tudo muito engraçado: o Lucas quis ir logo andar de carro mas tinha de tirar a carta primeiro. Lá foi ele para a escola de condução apanhar seca e ainda teve de pagar 10 Kidzos. Depois foi andar nos carros mas aquilo acabou por não ser assim tão giro. A Leonor foi logo experimentar a escola de modelos onde a maquilharam e vestiram para ela desfilar num palco. A Lúcia foi brincar para uma casinha de bonecas que era enorme com uma cozinha super equipada. Passado um bocado o Lucas descobriu que se podia ganhar dinheiro fazendo as várias profissões e aí tudo mudou. Obrigou o pai a calcorrear aquilo à procura do sítio onde se ganhava mais: começou por ser repórter! Lá andou ele de bloco na mão, com o colete de repórter. Começou a ficar obcecado em juntar o máximo de kidzos possíveis, e nem pensar em gastar! (verdade seja dita que os divertimentos são muito limitados). Acabou por ser bombeiro, pintor, trabalhou na SIC, foi locutor de rádio, construtor, operador turístico. A Leonor pintou, brincou na casinha, também foi pintora e bombeira, fez um gelado.
Ao fim de umas quantas horas lá, nós pais acabamos por nos aperceber o quão deprimente aquilo é! É tudo fechado e escuro como se fosse de noite. Não há praticamente diversões para os miúdos e eles andam ali a imitarem o deprimente mundo do trabalho dos adultos. Levam grandes secas com a explicação das profissões e acção que se veja quase não existe. As profissões que existem são demasiado terra-a-terra, não há espaço para a imaginação e, na minha opinião, pouco espaço para a brincadeira. Eles não desgostam, até porque é diferente, mas a mim deixou-me profundamente afectada pois pareceu-me mais uma tentativa de os transformar precocemente em adultos. Eu quero que os meus filhos sejam adultos, a seu tempo, mas enquanto forem crianças quero que desfrutem o máximo da liberdade de ser criança, de brincar, de pular, de fazer asneiras, de errar, de cair, de se sujarem, de comerem com as mãos...quero que o façam AGORA, para que mais tarde não sejam adultos e sintam que lhes falta alguma coisa que não sabem bem o quê, não quero que lhes falte o terem sido crianças!
Ao fim de umas quantas horas lá, nós pais acabamos por nos aperceber o quão deprimente aquilo é! É tudo fechado e escuro como se fosse de noite. Não há praticamente diversões para os miúdos e eles andam ali a imitarem o deprimente mundo do trabalho dos adultos. Levam grandes secas com a explicação das profissões e acção que se veja quase não existe. As profissões que existem são demasiado terra-a-terra, não há espaço para a imaginação e, na minha opinião, pouco espaço para a brincadeira. Eles não desgostam, até porque é diferente, mas a mim deixou-me profundamente afectada pois pareceu-me mais uma tentativa de os transformar precocemente em adultos. Eu quero que os meus filhos sejam adultos, a seu tempo, mas enquanto forem crianças quero que desfrutem o máximo da liberdade de ser criança, de brincar, de pular, de fazer asneiras, de errar, de cair, de se sujarem, de comerem com as mãos...quero que o façam AGORA, para que mais tarde não sejam adultos e sintam que lhes falta alguma coisa que não sabem bem o quê, não quero que lhes falte o terem sido crianças!
Do almoço
Os meus avós fizeram 56 anos de casados e fomos almoçar a um restaurante de marisco em Ribamar. O Lucas quis comer arroz de marisco com o pai. Servi-o, ele comeu um bocado e depois disse que precisava de água que estava picante.
Eu provei e disse: - Acho que não está muito!
Resposta dele: - Mas mãe eu sou uma criança e não sou Mexicano!
Eu provei e disse: - Acho que não está muito!
Resposta dele: - Mas mãe eu sou uma criança e não sou Mexicano!
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