Ontem andava a navegar pelo telemóvel e descobri uma história que tinha escrito no telemóvel já há uns meses.
Era uma vez uma menina chamada Leonor. A Leonor vivia no campo e gostava muito de animais. Um dia chegou a casa e disse ao pai que gostava de ter um caracol. Pediu-lhe para ir com ela procurar um. Lá foram eles e trouxeram para casa um lindo caracol com uns corninhos muito compridos e brilhantes. A menina pediu à mãe folhas de alface, água e uma tigela. Misturou tudo e colocou lá dentro o caracol. No dia seguinte quis levar o caracol para a escola, levou-o com ela para o carro mas a mãe disse-lhe que era proíbido os caracóis entrarem na escols. Então a Leonor pediu ao caracol para esperar por ela dentro do carro e ele ali ficou. Um dia ia a mãe da menina a caminho do trabalhon quando sentiu uma coisa molhada na sua mão. Olhou: era o caracol! O pobrezito cansado de ficar preso e esquecido no carro, orquestrara um plano de fuga. A mãe da menina trabalhava no meio da cidade e estava a levar o caracol para o meio da barafundo, onde deixaria ela o pobre bichinho? Lembrou-se que no caminho passaria por um parque muito grande e verde e soltou lá o caracol para que ele pudesse passear-se pela erva verde e fresca da cidade, tornando-se assim o caracol da cidade!
História verídica
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Parabéns ao Mundo dos Ls!
Há 2 anos que iniciei este blog. Para quem nunca conseguiu escrever um diário regularmente durante mais de um mês, parece-me uma grande proeza. Acho que o consegui por dois factores: 1º Não foi bem um diário e chegou a ter interrupções consideráveis; 2º e mais importante, a motivação pela qual escrevo: deixar um testemunho aos meus filhos de quando eles eram pequenos, da minha visão sobre eles. Finalmente, ao final de quase 30 anos, descobri a minha verdadeira força motriz: os meus filhotes! Fico com pena de não ter começado mais cedo, pois o tempo e a má memória levaram algumas pérolas do Lucas e da Leonor, mas como se diz "mais vale tarde do que nunca". Agora resta-me esperar e com dias com mais paciência, outros com menos vir registar os progressos, aventuras dos meus Ls.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Maleitas da gravidez
E eu a pensar que quanto mais prática melhor seria? A verdade é que acho que nunca me senti tão mal numa gravidez, nem durante tanto tempo. Ele são enjoos 24 horas por dia, uma sonolência que às vezes parece que vou cair para o lado, um calor e a tensão baixa conjugados que parece que vou desmaiar...Tenho fome mas depois como e fico mal disposta, não como e ainda fico pior...Fora tudo isto o meu humor anda completamente negro, e não, não é daquele humor negro que até tem piada, é mesmo rabuja ao máximo, mal encarada, tenho dias que acho que não consigo ouvir nem ver ninguém...
Estou na contagem descrescente para as 12 semanas, altura a partir da qual espero que tudo melhore. Um solzinho também ajudava: Vá lá S. Pedro, colabora aqui com a grávida!
Estou na contagem descrescente para as 12 semanas, altura a partir da qual espero que tudo melhore. Um solzinho também ajudava: Vá lá S. Pedro, colabora aqui com a grávida!
Independência
Uma diferença soberba que tenho notado de filho para filho é a questão da independência. Lembro-me que o Lucas era um bebé muito chorão, sempre a querer colo, começou a gatinhar aos 5 meses e andava sempre de volta das minhas pernas. Não brincava com nada, melhor, brincava mas não com as coisas dele só com as minhas. Ainda hoje com 6 anos gosta que o ajudem a vestir, que o ajudem na casa de banho etc. As coisas melhoraram com a Leonor. Desde pequena que sempre gostou de brincar ou com o irmão ou sozinha, solicitava a nossa presença amiúde, e ainda hoje vê-se que é mais independente – gosta de se vestir sozinha, de brincar sozinha com a irmã, acho que se pudesse já tomava também banho sozinha. A Lúcia consegue ser ainda mais independente: chega a casa vai para o seu quarto e durante mais de meia hora nem se ouve, e quando ouve é porque a irmã a está a chatear. Gosta de se sentar na mesinha a brincar, de andar com os bebés de um lado para o outro…só costuma vir ter comigo para pedir comida. A este ritmo evolutivo nem sei como será o bebé, acho que aos 6 meses irá mudar a fralda a si próprio (LOL). A única dúvida que me resta é se isto é uma questão evolutiva se é uma questão de diferenças rapazes versus raparigas. Irei descobrir!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Viagem à Roda do Nome Dele
Ontem ao jantar:
Nô: Mãe o bebé da barriga pode chamásse Gabiel?
Lucas: Nem pensar, vai ser Leonardo!
Nô(a choramingar): Mas eu gosto tanto de Gabiel...tu também gostas do Gabiel, não gostas mãe?
Eu: Sim gosto, mas acho que o mano ia ficar triste pois o nome de todos começa por L e ele não ia gostar de ser diferente...
Nô: Eu dou-lhe um beijinho e ele já não fica tiste!
Lucas: Não, vai chamar-se Leonardo!!!
Nô (a chorar!): Oh mãe o Lucas disse que não vai ser Gabiel...
Eu: Ainda falta muito tempo vamos pensar...olha se calhar vai ser Leonardo Gabriel!
Os dois: NÃOOOOO!!!!
Que faço? Das outras vezes não havia tantas opiniões...Se bem que eu e o pai já lhes explicámos que quem escolhe o nome somos nós, pois são os nossos filhos, eles irão escolher quando forem os deles.
Nô: Mãe o bebé da barriga pode chamásse Gabiel?
Lucas: Nem pensar, vai ser Leonardo!
Nô(a choramingar): Mas eu gosto tanto de Gabiel...tu também gostas do Gabiel, não gostas mãe?
Eu: Sim gosto, mas acho que o mano ia ficar triste pois o nome de todos começa por L e ele não ia gostar de ser diferente...
Nô: Eu dou-lhe um beijinho e ele já não fica tiste!
Lucas: Não, vai chamar-se Leonardo!!!
Nô (a chorar!): Oh mãe o Lucas disse que não vai ser Gabiel...
Eu: Ainda falta muito tempo vamos pensar...olha se calhar vai ser Leonardo Gabriel!
Os dois: NÃOOOOO!!!!
Que faço? Das outras vezes não havia tantas opiniões...Se bem que eu e o pai já lhes explicámos que quem escolhe o nome somos nós, pois são os nossos filhos, eles irão escolher quando forem os deles.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Sempre a aprender
Desde sempre que os maiores saltos de conehcimento que tive na minha vida foram dado com a ajuda de livros. O vício e hábito perdeu-se um pouco com a mudança de hábitos, falta de tempo. Dos romances passei aos livros práticos e agora tento, com o pouco tempo que tenho, ler livros sobre educação. Inicialmente sentia-me um pouco chateada porque achava que ao recorrer aos livros seria uma mãe menos capaz, pois sentia que as coisas deviam ser inatas. Com o passar do tempo consegui atingir o seguinte raciocínio: se precisamos de 16 anos de estudo mais não sei quantos anos de prática para desempenharmos uma profissão, porque razão não estudamos e não nos preparamos para a única profissão que teremos de desempenhar até morrer? Acho importante conhecer outras experiências, outros métodos e ir adaptando as nossas ideias com os inputs que vamos tendo. Claro que a educação também pode funcionar bem na base do trial and error, mas acho que não convém errarmos muitas vezes sob pena de estarmos a transmitir demasiada insegurança aos nossos filhos. O último livro que comprei chama-se "Pai, quero ser feliz", de Roni Jay - não acho o título em Português lá muito feliz mas enfim- o conteúdo em si está muito bom e realmente faz-nos pensar naquilo que realmente importa na educação dos nossos filhos.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Vira o prato e toca o mesmo - Parte III
Chegámos à fase de virar o prato da comida. A Lúcia recusa a comida se não puder comer sózinha ao mesmo tempo que eu lha dou. Tu estava muito bem até ela descobrir que virar o prato e espalhar a comida com a mão podia ser deveras divertido. Claro que esta situação é apenas novidade para ela, pois todos eles passaram pela fase do vira o prato. Eu aceito com naturalidade, claro que explico que é uma coisa que não se faz mas tento não dar demasiado ênfase à situação, para que cada vez que eles me queiram aborrecer não virem o prato. A técnica tem resultado e a fase dura dois, três meses.
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