quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Tatuagem

Eu pensava que só daqui por uns dez anos é que me teria de preocupar com tatuagens, piercings e afins. Pois enquanto estava a preparar os biberons das meninas para as deitar a Leonor decidiu fazer uma enorme tatuagem na perna direita, ocupava-lhe praticamente a coxa toda e parecia um bicho peludo, ainda umas risquinhas nessa perna e outras na outra...tudo a caneta preta! Apareceu ao pé de mim com a almofada à frente das pernas a tapar e a falar em tatuagens (não sei onde foi buscar a ideia), vinha toda contente, não achou muita piada foi quando lhe disse que se não tirássemos aquilo logo ela iria ficar com uma ferida na perna! Espero que aprenda a lição: para SEMPRE!

Breves

A caminho da escola, no carro:

Nô: "Mãe a Lúcia é a minha melhor irmã, não é?"
Eu: "Sim é!"
Nô: "E o Lucas é o meu melhor irmão, não é?"
Eu (hesistação, mas como o tempo era pouco...): "Sim, querida, eles são os teus melhores irmãos!"
Fiquei na dúvida se ela quereria mesmo dizer irmãos ou amigos, acho que era uma mistura dos dois!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

1º Eco

Na 4ª feira fui buscar as minhas análises e fui fazer a minha eco. Na cafetaria encontrei o meu médico e dei-lhe os resultados das análises. Ele foi muito simpático (apesar de ser a 4ª gravidez é a primeira com ele) e disse que ia ver o resultado logo ali. Olhou para mim e disse "o que é que está a tomar?", eu disse que só tomava as vitaminas, "pois bem tem de ir ter comigo assim que puder pois vai ter de começar a medicação de imediato pois tem uma trombofilia!". Fiquei meio atordoada e sem saber o que dizer e o que fazer, perguntei apenas se havia riscos para o bebé e ele respondeu que era para isso que íamos medicar para diminuir os riscos (aborto, prematuridade, baixo peso). Fui então fazer a eco e depois de uma longa espera lá fui atendida. Mãos, pés, cabeça, pernas...o malandro estava a dormir e a médica não o conseguiu acordar mesmo fazendo da minha barriga saco de boxe. Chegou a um momento optou pela vaginal. De acordo com a eco estou com 13 semanas e não com 12 e os valores de referência deram bem. Disse que lhe parecia um menino mas que não dava para ver bem. Saí dali e fui fazer a recolha de sangue para o rastreio. Em seguida fui procurar o médico. Ele explicou-me que este é um problema genético e que estranha nunca terem feito a investigação visto que os meus filhos nasciam sempre um pouco abaixo do peso. Disse que o tratamento devia ter sido iniciado antes da gravidez mas que mesmo assim havia hipóteses de resultar. Explicou-me que terei de tomar um comprimido tipo aspirina diariamente e de dar uma injecção da barriga todos os dias. Mandou-me ir ter com uma enfermeira lá para me explicar como dar a injecção e ela foi super simpática e explicou-me muito bem. Ontem já dei a mim própria e não me custou. Enfim foi um dia um bocado stressante e cansativo, estive desde as 11 às 16 no Hospital. Por um lado fico contente de ter sabido e de estar a ser tratada, e deixa-me também alerta para outros cuidados que deverei ter. Vou ser seguida num tipo de consulta especial e irei lá na próxima 6ª.

Beijinhos a todas,

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Farrapinho andante...

Ele é dores nas costas, dores nas pernas, azia, cansaço, sono...parece que desta vez decidi fazer a colectânea de sintomas. Uiiii....estou de rastos!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Porque sim!

Confesso que nunca percebi muito bem os pais que dizem aos filhos que têm de fazer isto ou aquilo, ou "porque sim", ou "porque eu disse e sou eu quem mando". Acho que esta política pode até resultar enquanto eles são pequenos e temem os pais. Mas e quando se defrontarem com situações que terão de ser eles a decidir o que fazer e não têm os pais ao lado a dizer se é certo ou errado? Nós lá por casa gostamos muito de falar sobre estas coisas e decidimos dar aos nossos filhos a educação da responsabilidade e do conhecimento. Sempre que eles fazem alguma coisa mal, gostamos de lhe explicar as repercurssões dessa atitude quer no presente, quer no futuro. A maior parte das coisas deixámos passar, pois considerámos que com o exemplo e com o passar do tempo eles vão perceber o que fazer. Por exemplo nunca ensinámos ao Lucas que tinha de comer de garfo e faca, mas sempre que punha a mesa colocava-lhe os 3 talheres à disposição. Aos 4 anos e uns meses começou a utilizar o garfo e a faca e a partir daí nunca mais deixou. A mesma coisa em relação à comida: eu não o obrigo a comer nada que eles não queiram. Dou-lhes a oferta e explico porque é importante variar, comer legumes e fruta, etc. Sorte a minha talvez é que nunca vi criança que comesse de forma tão saudável quanto ele: adora sopa, legumes e frutas. Não come doces nem batatas fritas. Quando vai às festas de anos dos amigos fica sempre toda a gente muito espantada a olhar para ele, parece um mini-adulto em dieta. Já a Leonor não é tão assim: está a passar por uma fase de repulsa aos vegetais e adora doces. Aos poucos vou-lhe explicando que a cenoura faz os olhos lindo (exploro a sua vaidade hehehe), que as ervilhas fazem bem à barriga e que os doces fazem os dentes ficar pretos como os das bruxas más...(porque não me traumatizaram a mim assim quando era pequena? LOL)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Conversa de m...

Nô, às dez da noite na casa de banho: Mãe quero sopa! Fui lá ter com ela e percebi: estava a tentar fazer cocó.(Agora é como aqueles filmes que voltam atrás no tempo e contam a história)
Há uma semana apanhou um susto enorme porque tentava fazer e não saía, então doía-lhe horrores. O pai foi buscá-la à escola levou-a para a ama e puseram-lhe um Bebegel, mas mesmo assim passou uma tarde cheia de dores. Há noite quando cheguei a casa expliquei-lhe que isso só lhe tinha acontecido porque ela à noite não comi sopa e estava sempre a dizer que não gostava de coisas verdes (déjà vu porque passei o mesmo com o irmão há uns anos e desde essa altura que nunca mais recusou sopa, vegetais, fruta, aliás ficou fã). Desde aí que ela tem comido umas colheres e outro dia até dizia que agora já adora ervilhas, mesmo assim ainda pode aumentar um bocadinho a quantidade. Eu não obrigo, apenas explico as consequências de não comer sopa. Felizmente o episódio da noite não passou de um pequeno susto para ela e acabei por não ter de lhe levar sopa à pia.

A Fase!

E eis que ela apareceu, de um momento para o outro, de rompante, sem dar pré-aviso. Aliás tudo parecia estar a correr muito bem, sem indícios...Antes de ontem a Leonor foi para o quarto brincar e a irmã foi atrás dela. Passado uns minutos começo a ouvir um choro e fui ver o que se passava: a Lúcia do lado de fora da porta do quarto a chorar. Abri e perguntei à Leonor o que se passava: não quero ela aqui, ela não sabe brincar e destrói as camas dos meus bebés. Pedi-lhe que tivésse paciência e que ensinasse a irmã a brincar também que ela era pequena, resposta pronta: ela não aprende nada comigo nunca! Optei por a levar para outro sítio e por começar a lidar com a situação aos poucos. Estranhei porque de facto elas até andavam a brincar bastante bem juntas, mas já sabia que mais dia menos dia isto iria acontecer. Vou elaborar uma estratégia para lidar com isto, até porque elas vão mesmo ficar no mesmo quarto! Para melhor compreender e lidar com a fase fui comprar o livro "Compreender as relações entre imrãos" do Método Brazelton.