segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Da Kidzania

Sábado: chuva e frio. Ainda tentámos ir ao Palácio da Pena mas revelou-se um pouco desagradável. Decidimos ir experimentar a Kidzania. Á primeira vista tudo muito engraçado: o Lucas quis ir logo andar de carro mas tinha de tirar a carta primeiro. Lá foi ele para a escola de condução apanhar seca e ainda teve de pagar 10 Kidzos. Depois foi andar nos carros mas aquilo acabou por não ser assim tão giro. A Leonor foi logo experimentar a escola de modelos onde a maquilharam e vestiram para ela desfilar num palco. A Lúcia foi brincar para uma casinha de bonecas que era enorme com uma cozinha super equipada. Passado um bocado o Lucas descobriu que se podia ganhar dinheiro fazendo as várias profissões e aí tudo mudou. Obrigou o pai a calcorrear aquilo à procura do sítio onde se ganhava mais: começou por ser repórter! Lá andou ele de bloco na mão, com o colete de repórter. Começou a ficar obcecado em juntar o máximo de kidzos possíveis, e nem pensar em gastar! (verdade seja dita que os divertimentos são muito limitados). Acabou por ser bombeiro, pintor, trabalhou na SIC, foi locutor de rádio, construtor, operador turístico. A Leonor pintou, brincou na casinha, também foi pintora e bombeira, fez um gelado.
Ao fim de umas quantas horas lá, nós pais acabamos por nos aperceber o quão deprimente aquilo é! É tudo fechado e escuro como se fosse de noite. Não há praticamente diversões para os miúdos e eles andam ali a imitarem o deprimente mundo do trabalho dos adultos. Levam grandes secas com a explicação das profissões e acção que se veja quase não existe. As profissões que existem são demasiado terra-a-terra, não há espaço para a imaginação e, na minha opinião, pouco espaço para a brincadeira. Eles não desgostam, até porque é diferente, mas a mim deixou-me profundamente afectada pois pareceu-me mais uma tentativa de os transformar precocemente em adultos. Eu quero que os meus filhos sejam adultos, a seu tempo, mas enquanto forem crianças quero que desfrutem o máximo da liberdade de ser criança, de brincar, de pular, de fazer asneiras, de errar, de cair, de se sujarem, de comerem com as mãos...quero que o façam AGORA, para que mais tarde não sejam adultos e sintam que lhes falta alguma coisa que não sabem bem o quê, não quero que lhes falte o terem sido crianças!

Do almoço

Os meus avós fizeram 56 anos de casados e fomos almoçar a um restaurante de marisco em Ribamar. O Lucas quis comer arroz de marisco com o pai. Servi-o, ele comeu um bocado e depois disse que precisava de água que estava picante.
Eu provei e disse: - Acho que não está muito!
Resposta dele: - Mas mãe eu sou uma criança e não sou Mexicano!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Do Gastãozinho

Está um crescido. Fofo, simpático, calmo. Adora ver os irmãos brincar, basta isso para ficar calmo e contente. Já agarra nas coisas e já gosta de ficar de barriga para baixo para tentar gatinhar - é aqui que me apercebo como está a ficar crescido o meu bebé. Inventou uma nova forma de locomoção - o "rebola-bola" - que consiste em deslocar-se a rebolar, como é cheinho parece uma bolinha a rodar. Os irmão já se aventuram com ele, e no outro dia com um segundo de distracção já a Leonor tinha pegado nele e posto em cima de uma almofada, o que vale é que foi no chão e estava tudo almofadado. Já combinei com ela que a aviso quando ela puder fazer isso, mas que até lá não é boa ideia pois pode magoá-lo a sério. Ela ficou preocupada e aparentemente percebeu a mensagem, disse-me "então não te esqueças!".

Do Inverno

O Inverno é sem dúvida a estação do ano que menos gosto. Os ls não
parecem muito afectados, gostam de andar a chuva, de ficar a preguiçar
em casa. Pela parte que me toca anseio pela primavera, pelos dias
maiores em que posso chegar a casa e ir com eles até à praia, à piscina, dar passeios à noite, acordar bem disposta. No Inverno há sempre alguém doente, alguém com febre, alguém ranhoso...se pudesse vivia sempre no Verão, ora no hemisfério norte, ora no hemisfério sul...dream, dream, dream...

Das manhãs

De manhã são complicados. Complicados para acordar (menos a Lúcia), complicados para tomar o pequeno-almoço (menos a Leonor), complicados para se vestirem (todos). E quando uma pessoa já está atrasada e a pedir a colaboração de todos e vê as duas a brincar às Barbies mais amigas do que nunca, fico desarmada. Apetece-me ficar com eles em casa na brincadeira o dia todo.
O discurso "não quero ir à escola!" é repetido por todos, mas depois quando lá chegam vêem os amigos ficam contentes e felizes da vida.
Resolução para 2011: ter mais paciência de manhã e levantar-me (ainda) mais cedo!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Do Ano Novo

Para o novo ano 2011 apenas pedi que continuasse tudo na mesma e muita saúde para os meus Ls e seus papás.
A noite da passagem de ano foi uma noite normal, mas os dias que se seguiram foram muito divertidos. Uma das
resoluções de ano novo foi levantar cedo e sair de casa. Isso fez com que os nossos últimos dias parecessem enormes,
cheios de tempo para passeios, brincadeiras e tudo, tudo...Resta agora pedir continuidade!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Do Natal

(em jeito de actualização tardia)
O Natal foi bem passado, entre risos e lágrimas (estas mais de birra e de sono do que de outra coisa). Receberam muitos presentes (demais na minha humilde opinião). Mesmo com prendas iguais houve direito a discussão entre as duas por causa de um conjunto de malinhas - claro que passado 5 minutos estava já tudo bem e lá andaram elas bem contentes a brincar. Começamos a abrir as prendas logo depois do Natal, uma a uma, o mais devagar que conseguimos para que eles fossem brincando à medida que as recebiam. Eram 23h quando voltamos a casa. Tínhamos deixado a porta da lareira aberta para o caso do Pai Natal lá querer ir. Quando chegámos estavam 4 enormes embrulho na sala, a saber, um jogo de matraquilhos (já montado para o Lucas), uma casa de bonecas para a Leonor que é maior do que ela, um cozinha da Miele para a nossa cozinheira/pic-nicqueira Lúcia e um tapete de actividades insuflável para o Leonardo.
Foi a alegria total, o Lucas desatou a gritar pareci que estava possuído. A Leonor ficou contente mas passado um bocado começou a chorar a dizer que afinal o Pai Natal não tinha trazido o que ela queria (eram tantas coisas que ela também já não sabia bem o que queria, mas como não tinha pedido a casa de bonecas). Nós justificámos dizendo que o Pai Natal sabia o que era melhor para ela. A Lúcia nem se ouvia. Começou a brincar sossegada com as suas coisas e era 1h e ainda andava ela satisfeita da vida. O Leonardo já dormia.
Dia seguinte, almoço nas avós. Mais prendas. Acho que os Ls estão a ficar muito estragados com tantas prendas. O Lucas na véspera fartou-se de chorar porque andou a contar as prendas que tinham o nome dele e eram só quatro. No dia seguinte, depois de receber as prendas das avós, que eram coisas que gostava e tinha pedido, exclamou: só 2!? Já lhes disse que para o ano têm 20: 20 pares de meias embrulhados individualmente.