domingo, 16 de janeiro de 2011

Da lamechice

Quando oiço esta música sinto que expressa exactamente o que sinto pelos meus Ls,

Dos passeios

Nós gostamos muito de passear. Seja Verão, Inverno, com chuva, sol ou frio...Uns passeios mais longe, outros mais perto. Uns mais ao ar livre, outros que não passam de viagens de carro de muitos minutos em que depois saímos apenas um bocadinho ou nem saímos sequer porque entretanto adormeceram todos.
Neste Sábado, depois do almoço, fomos ao Parque Marechal Carmona em Cascais onde vamos muitas vezes. Os miúdos adoram porque tem muito espaço e os animais andam à solta por todo o lado. Ficámos por lá quase duas horas.
Depois, como ainda era cedo, fomos até ao Jamor ver como era o aluguer de courts e aproveitámos e demos uma volta pelo parque inteiro. Ficámos muito surpreendidos pela positiva e com a promessa de voltarmos em breve, desta vez de manhã quando estiver mais vazio. Os miúdos correram, fizeram exercício nas máquinas...

Das melhoras

Lucas na 6ª:

- Mãe, aquela nuvem parece os Estados Unidos!
- Mãe o que é o IVA?

E assim se sabe que o nosso filho está melhor, quando volta a ser ele próprio.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Das dores de barriga - Continuação

Não melhorou, antes pelo contrário, está mais queixoso e come cada vez menos. Dei Ben-U-ron, fiz massagens, dei desparasitante, Aero-Om, chás, água das pedras, clistér...mas não passa. Acordou várias vezes durante a noite a queixar-se. Levei-o para a ama com os irmãos mais novos, dormiu...quando liguei não quis falar comigo, só gemia. Tornei a ligar, estava pior. Agora o pai vai com ele novamente ao Hospital. Confesso que fico um bocado assustada com a falta de sintomas: só tem dores e calor. E isso pode significar um sem fim de coisas. Não vou dizer mais para não atrair.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Das dores de barriga

Desde ontem de manhã que o Lucas se começou a queixar que lhe doía a barriga. Achei que era fita para não ir à escola e por isso levei-o. Passou a manhã na casa de banho e quando foi almoçar a casa continuava a queixar-se de dores. Voltou à escola e quando o pai o foi buscar estava pior. Aos gritos que lhe doía muito e que queria ir ao hospital. Quando cheguei fomos os 4 (com a Nô) para a Cuf. Lá chegados continuava "Ai que me dói, ai que me dói...". Não tinha febre, não teve diarreia, não teve vómitos. Depois da triagem avisaram-nos que estava demorado, então levei-o à cafetaria para beber um chá. Quando voltamos continuava a queixar-se e só queria estar deitado. Deitou-se numa marquesa e fiz-lhe umas massagens na barriga. Passado um bocado chamaram-nos e ele todo bem disposto só a dizer piadas à médica, que lhe tinha doído mas que agora já tinha passado...Eu com cara de parva a olhar para ele. A médica disse que estava com uma grande acumulação de gás e que devia ter sido alguma coisa que tinha comido e que seria provável ter diarreia nos dias seguintes. Adormeceu no caminho de casa. Quando acordou a mesma história "ai, ai, ai...ai, ai, ai!". Tinha fome.
Hoje não foi para a escola, foi para a ama e passado um tempo liga-me ela a dizer que estava outra vez a queixar-se. Tinha comido chá e tostas e tomado o comprimido de Aero-Om. Estou à espera da evolução da coisa.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Da Kidzania

Sábado: chuva e frio. Ainda tentámos ir ao Palácio da Pena mas revelou-se um pouco desagradável. Decidimos ir experimentar a Kidzania. Á primeira vista tudo muito engraçado: o Lucas quis ir logo andar de carro mas tinha de tirar a carta primeiro. Lá foi ele para a escola de condução apanhar seca e ainda teve de pagar 10 Kidzos. Depois foi andar nos carros mas aquilo acabou por não ser assim tão giro. A Leonor foi logo experimentar a escola de modelos onde a maquilharam e vestiram para ela desfilar num palco. A Lúcia foi brincar para uma casinha de bonecas que era enorme com uma cozinha super equipada. Passado um bocado o Lucas descobriu que se podia ganhar dinheiro fazendo as várias profissões e aí tudo mudou. Obrigou o pai a calcorrear aquilo à procura do sítio onde se ganhava mais: começou por ser repórter! Lá andou ele de bloco na mão, com o colete de repórter. Começou a ficar obcecado em juntar o máximo de kidzos possíveis, e nem pensar em gastar! (verdade seja dita que os divertimentos são muito limitados). Acabou por ser bombeiro, pintor, trabalhou na SIC, foi locutor de rádio, construtor, operador turístico. A Leonor pintou, brincou na casinha, também foi pintora e bombeira, fez um gelado.
Ao fim de umas quantas horas lá, nós pais acabamos por nos aperceber o quão deprimente aquilo é! É tudo fechado e escuro como se fosse de noite. Não há praticamente diversões para os miúdos e eles andam ali a imitarem o deprimente mundo do trabalho dos adultos. Levam grandes secas com a explicação das profissões e acção que se veja quase não existe. As profissões que existem são demasiado terra-a-terra, não há espaço para a imaginação e, na minha opinião, pouco espaço para a brincadeira. Eles não desgostam, até porque é diferente, mas a mim deixou-me profundamente afectada pois pareceu-me mais uma tentativa de os transformar precocemente em adultos. Eu quero que os meus filhos sejam adultos, a seu tempo, mas enquanto forem crianças quero que desfrutem o máximo da liberdade de ser criança, de brincar, de pular, de fazer asneiras, de errar, de cair, de se sujarem, de comerem com as mãos...quero que o façam AGORA, para que mais tarde não sejam adultos e sintam que lhes falta alguma coisa que não sabem bem o quê, não quero que lhes falte o terem sido crianças!

Do almoço

Os meus avós fizeram 56 anos de casados e fomos almoçar a um restaurante de marisco em Ribamar. O Lucas quis comer arroz de marisco com o pai. Servi-o, ele comeu um bocado e depois disse que precisava de água que estava picante.
Eu provei e disse: - Acho que não está muito!
Resposta dele: - Mas mãe eu sou uma criança e não sou Mexicano!