quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Dia acidentado

Quando estava a caminho de casa, liga-me o pai dos Ls: "é melhor ficares onde estás que temos de ir com o L. ao hospital". Coração aos pulos: "Que foi?", "Nada de grave bateu com a cabeça e está a deitar sangue, até já." Como a voz era calma acalmei-me segui para o hospital e dei entrada mesmo antes do L. chegar. Quando chegou vinha muito desolado, a olhar para o chão mas não chorava. Sentou-se ao meu colinho e dei-lhe miminhos, e ele perguntava: "quando vou ver o Doutor?". Acho que estava curioso pois nos últimos dias tinha andado todo entretido a fingir que era um Doutor e cada vez que o pai espirrava lá ia ele dar-lhe medicamentos para o pai ficar bom. Chamaram-nos entretanto, expliquei ao médico o que se tinha passado e ele mandou-nos ir para uma sala de observação. Veio o enfermeiro, apesar de tudo o L. estava encantado de estar naquela sala cheia de luzes a pensar no que aconteceria a seguir. O enfermeiro começou a limpar-lhe a cabeça e eu a explicar-lhe o que ia acontecendo e a dizer ao mesmo tempo que ele tinha de ser forte que não ia doer nada. Era um pequeno golpe, não muito fundo, pelo que não houve necessidade de pontos. Voltamos ao médico que disse ser melhor fazer uma radiografia, só para confirmar que não existia nada. Passou um papel viemos para a sala de espera e troquei com o pai. Entretanto fui com a L., que já estava super impaciente, para casa dos avós. Quando o L. chegou e o avó lhe perguntou o que tinha acontecido no hospital ele responde: "Sabes avô, no hospital havia uma máquina (eu a pensar que ele ia falar do Rx ou assim) que dá sumos e o meu pai compro-me um Ice Tea". Bom sinal, para ele a ida ao Hospital significou comprar um Ice Tea de uma máquina! LOL Estes miúdos...

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