segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Da arte

Eu já tinha prometido a mim mesma que tão cedo não havia canetas cá em casa. Aliás, no Verão deitei fora todas as que por aqui andavam. Na passada semana
fui buscar uma encomenda da Vertbaudet que trazia de oferta um lindo e grande estojo com lápis, lápis de cera, aguarelas e marcadores. A Leonor andou encantada com o seu estojo fez desenhos e mais desenhos, até uma tela. Entretanto há pouco veio a Leonor chamar-me "Mãe, mãe, anda cá ver uma coisa que a Lúcia está a fazer..." "A mãe agora não pode, pede ao pai..." Passado um pouco aparece o pai com a Lúcia ao colo e com cara de caso, eu pergunto "então, o que aconteceu?" Ele: "Riscou a parede". Enfim, como costumo dizer "business as usual", já sei que paredes imaculadas talvez daqui a uns 10 anos. Mas também quem precisa delas, quando se pode ter arte colorida em constante mutação?

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