Os torneios de ténis podem ser um experiência frustante. São os pontos falhados, são os pontos mal marcados, são os enganos dos árbitros, a espera...Desde que começamos a ir com o Lucas, há quase dois anos, que já passamos por muita coisa, nós e ele. Digo nós também, porque não é nada fácil estar do lado de fora, ver as injustiças e manter a cabeça fria e saber que nada podemos fazer, só ele. Aos poucos começamos a controlar-nos e a tentar ensinar o Lucas a controlar-se também. Tarefa difícil, ele gosta e vive o jogo e quando as coisas não lhe correm de feição grita e atira com a raquete. Parece mau, eu sei, mas na minha opinião seria pior se lhe fosse indiferente. O problema de não controlar as suas emoções, para além do stress que lhe causa, é que prejudica o seu jogo.
No Sábado de manhã o pai esteve a trabalhar essa parte psicológica com ele: sempre que ganhava ou perdia um ponto tinha de ter uma atitude indiferenciada, não podia festejar nem ficar frustrado. Tinha também de contar os pontos em voz bem alta. Fizeram um jogo em que o Lucas tinha de fazer estas coisas e cada vez que conseguia cumprir ganhava x para a viagem à Disney. O treino correu bem.
Á tarde fomos aos torneio. Um clube de ténis em Belas, numa quinta lindissíma. Uma tarde de sol e uma organização exemplar. A atitude do Lucas foi incrível. Conseguiu cumprir o que o pai lhe tinha ensinado e teve uma atitude em court exemplar. A sua atitude ajudou-o também a superar um grupo de jogadores bastante difícil e a passar à ronda seguinte. Essa já não correu tão bem porque entretanto ele distraíu-se e esqueceu-se de parte do que tinha aprendido, mas de qualquer forma ficamos muito orgulhosos com a sua atitude e capacidade de mudança e aprendizagem.
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