A Lúcia estava a andar deitada de barriga no baloiço do jardim com o Lucas a empurrá-la, e disse: "Mãe parece que estou a voar!!!", com um sorriso do tamanho do mundo. E eu, prontamente, disse: "Vê lá se não cais!".
Logo ali pensei no que tinha acabado de dizer e deixei-a continuar a andar no baloiço. Sim, se calhar até vai cair, mas não será assim sempre? Como pais queremos que os nossos filhos não caiam, que não se magoem, mas até onde deve ir essa proteção e quando é que não deixamos viver, experimentar, "voar"?
Ser pai é arriscar. Arriscar sofrer quando os nossos filhos se magoam e consolá-los. Se podemos ou devemos afastá-los de todos os perigos? Penso que não. Acho que um pai deve guiar, aconselhar, mas não impedir só porque existe um risco.
Ser pai e ser filho, são ambas profissões de risco.
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