terça-feira, 16 de novembro de 2010

Da (quase) normalidade

Ainda ninguém está a 100% mas hoje já tentámos fazer a nossa vidinha normal. Estão todos na escola, e vamos torcer com muita força para que não haja recaídas. O pai já disse que para o ano temos de tomar a vacina da gripe (para ele dizer isto é porque lhe bateu mesmo forte, pois não costuma "acreditar" na eficácia dos medicamentos). Ao chegar à ama, a Lúcia olhou para o chão que estava molhado e disse "Oh não, está a chover!" depois o pai foi dar a volta ao carro e ela disse "Oh não o pai fugiu!". E com estes comentários consigo perceber que está bem melhor!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Da arte

Eu já tinha prometido a mim mesma que tão cedo não havia canetas cá em casa. Aliás, no Verão deitei fora todas as que por aqui andavam. Na passada semana
fui buscar uma encomenda da Vertbaudet que trazia de oferta um lindo e grande estojo com lápis, lápis de cera, aguarelas e marcadores. A Leonor andou encantada com o seu estojo fez desenhos e mais desenhos, até uma tela. Entretanto há pouco veio a Leonor chamar-me "Mãe, mãe, anda cá ver uma coisa que a Lúcia está a fazer..." "A mãe agora não pode, pede ao pai..." Passado um pouco aparece o pai com a Lúcia ao colo e com cara de caso, eu pergunto "então, o que aconteceu?" Ele: "Riscou a parede". Enfim, como costumo dizer "business as usual", já sei que paredes imaculadas talvez daqui a uns 10 anos. Mas também quem precisa delas, quando se pode ter arte colorida em constante mutação?

Dos presentes de Natal

Já falta pouco mais de um mês para o Natal e cá por casa já se começam a pedir presentes. Nos canais de crianças já passam resmas de anúncios. A Leonor quer 90% do que vê nos anúncios, é ouvi-la: "mãe quero este" "mãe posso ter aquele? "mãe podes dizer ao Pai Natal que quero este?" "Também gosto deste...." Já lhe tentei explicar que não pode querer tantos, que o Pai Natal também tem de dar presentes às outras meninas...quando ouviu isto decidiu também pedir em nome da irmã "mãe, achas que a Lúcia pode ter este e depois emprestar-me?". A Lúcia vê e gosta mas não pede, claro não sabe ainda o que é esta história do Natal. O Lucas ainda não viu nada que gostasse, acha que é tudo demasiado "bebezado" como ele diz. O Gastão também gosta dos anúncios, dos sons, das cores...Natal a 6, promete!

Da teimosia

Não se quer vestir, não se quer calçar, não quer pôr a fralda, não se quer tapar, não quer vestir o casaco, não quer comer o almoço porque é peixe, não quer comer o jantar por que é carne, não quer comer o iogurte, não quer sair de casa, não quer voltar a casa, não quer ir para a cadeira, não quer sair da cadeira...Não há negociação possível, não há argumentos, não há sequer a chantagenzinha do rebuçado. Há apenas muitos gritos, esperneares, e uma força que mais parece que me estou a bater com um lutador de wrestling e não com uma bebé de 2 anos com menos de dez quilos. E é por isso, que quando ela diz sim e sorri, parece que foi uma dádiva do Universo que acabou de me aparecer à porta, embrulhada em papel e tudo!

Das doenças

Hoje estamos 5 em casa. Apenas o Leonardo foi para a ama, numa tentativa última de escape aos vírus que por aqui pululam. Agora a Lúcia também já foi atacada, e está com uns olhinhos super brilhantes e chorosos e muito molinha. O Lucas está um pouco entupido mas já não tem febre e a Leonor ainda tem um pouco de tosse. Em nome das "não" recaídas ficaram por aqui, no quentinho do ninho. Eu ainda não estou 100% e o pai teve uma recaída e acabou por ficar bem pior do que já tinha estado.

Do companheirismo

O Lucas e a Leonor começam agora aos poucos a entenderem-se. Já conseguem fazer jogos juntos durante mais de meia hora sem começarem a discutir e a lutar. O jogo responsável por esta façanha foi o Monopólio e é lindo de se ver as suas trocas, técnicas e táticas.

sábado, 13 de novembro de 2010

Da frustação

O Lucas é muito perfecionista. Quando o pai lhe propõe um desafio (tipo acertar 100 serviços)não consegue aceitar nada menos do que conseguir uma taxa de sucesso de 100%. Se por um lado a busca pelo sucesso lhe traz alguma frustração, por outro lado leva-o mais longe, ao sítio dos campeões - não é por acaso que o livro do Roger Federer se intitula "Quest for perfection". Prefiro tentar ajudá-lo a lidar melhor com essa frustração, do que tentar convencê-lo a querer ser menos, para não se magoar, para não sair derrotado.