quarta-feira, 13 de abril de 2011

Da dança

A Lúcia ganhou o bichinho da dança. Sempre que ouve uma música começa a dançar de forma muito peculiar: não mexe a parte de cima do corpo apenas abana as ancas, mas de uma forma ritmada por demais cómica. Depois mete-se em cima das cadeiras altas e estica as pernas e diz: estou a fazer ballet, sou bailarina.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Das noites da Lúcia

Adormecer é um castigo, parece que tem pilhas Duracell. Já não usa fralda, e se tivemos uma boa semana em que nunca fez xixi na cama, parece que voltámos novamente atrás. Agora já não quer dormir no berço, pede para dormir na cama de baixo ao pé da irmã. Ontem assenti mas quando dei por ela estavam as luzes de casa todas acesas e ela andava contentinha na brincadeira. Já passavam das 23 quando adormeceu. Acordou às 5 a pedir leite. De manhã acordou com xixi até ao pescoço, disse-lhe: agora vais para a banheira. Resposta: "Não quero ir para a banheira tomar banho, quero ir para a caminha da Nô ver os Baby Looney Tunes" peguei nela despi-a e pû-la lá dentro. Passado um bocado "Mãe a água está quente, fiz uma grande porcaria e a banheira está cheia de bolacha, quero sair!"
A sorte é que está este sol magnífico para secar a roupa toda e para lhe poder vestir vestidos (quando lhe ponho os vestidos ela não faz birra).

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Das férias: a viagem

Na véspera da viagem eles continuavam na ignorância. Quando me ligaram a dizer que o vôo tinha sido antecipado uma hora e que tínhamos de estar no aeroporto às 6 da manhã. Preparámos tudo e acordámos às 3 e meia, despachámos tudo e começamos a vesti-los a dormir. Ao levá-los para o carro acabaram por acordar, e estranharam ainda ser completamente de noite. O Lucas perguntou logo: vamos à Kidzania? Quando chegámos a casa dos avós ainda acharam mais estranho. Ao chegar ao aeroporto a Leonor começou logo a gritar que estava aflita para ir à casa de banho e o Lucas ao ver onde estava disse logo: Vamos à Disney!
Depois andaram por lá todos contentes, a explorar aquilo tudo e sem parar quietos um segundo, durante quase duas horas. Na hora de embarcar esperava que estivessem mais calmos, mas não, excitadissímos na mesma. Dentro do avião o Lucas e a Leonor até se portaram bem, o pior mesmo foi a Lúcia que não parava quieta, não queria estar no mesmo lugar e andou de colo em colo, de lugar em lugar, durante imenso tempo. A parte de pôr o cinto também foi "engraçada" com ela aos guinchos como se lhe estivessem a bater e toda a gente a olhar. Ainda fizemos desenhos, vimos revistas, olhámos as nuvens, foram à casa de banho, comeram, mas mesmo assim parecia que o vôo nunca mais acabava. Eles e aviões, espero que só daqui a muito tempo!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Da surpresa

E está mesmo quase, quase...faltam menos de 48 horas para uma das maiores surpresas da vida dos meus Ls, anseio pela reação!

Da dança

E que melhor maneira de terminar o dia com os três a dançarem em cima da minha cama e eu a dançar com o Leonardo ao colo? Quem dança seus males espanta...LOL (não que tenhamos alguns).

terça-feira, 22 de março de 2011

Dos torneios de ténis

Os torneios de ténis podem ser um experiência frustante. São os pontos falhados, são os pontos mal marcados, são os enganos dos árbitros, a espera...Desde que começamos a ir com o Lucas, há quase dois anos, que já passamos por muita coisa, nós e ele. Digo nós também, porque não é nada fácil estar do lado de fora, ver as injustiças e manter a cabeça fria e saber que nada podemos fazer, só ele. Aos poucos começamos a controlar-nos e a tentar ensinar o Lucas a controlar-se também. Tarefa difícil, ele gosta e vive o jogo e quando as coisas não lhe correm de feição grita e atira com a raquete. Parece mau, eu sei, mas na minha opinião seria pior se lhe fosse indiferente. O problema de não controlar as suas emoções, para além do stress que lhe causa, é que prejudica o seu jogo.
No Sábado de manhã o pai esteve a trabalhar essa parte psicológica com ele: sempre que ganhava ou perdia um ponto tinha de ter uma atitude indiferenciada, não podia festejar nem ficar frustrado. Tinha também de contar os pontos em voz bem alta. Fizeram um jogo em que o Lucas tinha de fazer estas coisas e cada vez que conseguia cumprir ganhava x para a viagem à Disney. O treino correu bem.
Á tarde fomos aos torneio. Um clube de ténis em Belas, numa quinta lindissíma. Uma tarde de sol e uma organização exemplar. A atitude do Lucas foi incrível. Conseguiu cumprir o que o pai lhe tinha ensinado e teve uma atitude em court exemplar. A sua atitude ajudou-o também a superar um grupo de jogadores bastante difícil e a passar à ronda seguinte. Essa já não correu tão bem porque entretanto ele distraíu-se e esqueceu-se de parte do que tinha aprendido, mas de qualquer forma ficamos muito orgulhosos com a sua atitude e capacidade de mudança e aprendizagem.

Do dia do pai

A Leonor andou a semana inteira a falar no dia do pai. Qua já tinha feito um presente, que o pai tinha de ir lá à escola...o Lucas queria ficar em casa nesse dia. Tinha medo que os outros pais fossem e que o dele não aparecesse. Expliquei-lhe que na primária os pais já não vão à escola nesse dia. O pai começou por refilar imenso: que não tinha tempo para estas coisas, que tinha de trabalhar, que não era animador infantil, que não fazia a mínima ideia do que ia lá fazer...Sugeri que levasse umas bolas de esponja e que pedisse para ir com eles ao recreio. Quando acabou ligou-me: que tinha sido um sucesso, que os miúdos todos adoraram, que só queriam brincar com ele e com as bolas. A Leonor ficou eufórica e felicissíma. O pai também. Ela deu-lhe a prenda logo naquele dia: um embrulho cheio de corações, um lindo postal e uma base de secretária com um desenho feito por ela.
O pai ainda tentou animar mais as coisas e ia levá-los à Kidzania (adoram e não falam noutra coisa) mas como chegou já perto das 17:00 não o deixaram entrar. Então andaram pelo Dolce Vita Tejo e o dia do pai, transformou-se em dia dos filhos com uma boneca para cada uma e um presente do Phineas e Ferb para o Lucas.
No dia efetivo do pai, o Lucas acordou antes das 8:00 e quis logo dar o seu presente: um porta-chaves com um desenho feito por ele e com um "C". O postal também era muito alusivo à relação dos dois: era o desenho dele e do pai a jogarem ténis! :)